Uma nova praga digital está sendo disseminada por meio do Skype desde a
quinta-feira (4) com links que usam serviços encurtadores. Em uma hora
foram mais de 170 mil cliques dados pelos usuários na praga. O alerta é
da fabricante de antivírus Kaspersky Lab, que afirmou que o vírus, além
de características "tradicionais", como o roubo de informações do PC,
também é capaz de minerar Bitcoins.
Para se espalhar, o vírus usa o texto "Your photo isn’t really that
great” e "I don't think I will ever sleep again after seeing this photo"
(“Sua foto não está tão boa” ou “Acho que não vou dormir mais após ver
essa foto", em tradução para o português), seguido do link de
encurtadores como "bit.ly" e "goo.gl". O link encurtado leva para um
endereço hospedado em um servidor na Índia, enquanto os componentes
adicionais do vírus são baixados do serviço Hotfile.
A Kaspersky não descreveu em detalhes todas as atividades do vírus, limitando-se a dizer que ele faz "muitas coisas".
Rússia, Itália, Ucrânia, Polônia, Costa Rica, China e Bulgária são os países com mais vítimas da praga digital.
Mineração de Bitcoin
A Bitcoin é uma "moeda criptográfica" baseada em um modelo de rede P2P
(ponto a ponto). Calcular os valores que autenticam as transações da
rede é complexo, e essas computações são retribuídas com moedas de
Bitcoin (BTC) aos participantes. Contribuir com uma grande quantidade de
recursos de processamento para obter moedas é uma prática conhecida
como "minerar", mas o software do Bitcoin é programado para diminuir
essas recompensas com o tempo.
Usando os computadores infectados para minerar Bitcoins, os
responsáveis pela praga digital conseguem um alto poder de processamento
a custo zero. Para a vítima, o resultado pode ser um computador lento.

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